
Te choquei? É, se você é negro com certeza já está com ódio de mim. Se é branco, já está me mandando calar a boca.
Não me importo. O motivo deste post (a culpada foi a TV, novamente) é o racismo disfarçado, em outras palavras... cotas para negros em universidades.
Acho hilário como o pessoal enfrenta a situação toda: então quer dizer que se o meu povo sofreu opressão a 100, 220, 1000 anos atrás eu tenho direitos a mais do que o restante da população? Se o carinha branco nasceu no morro, estudou em escola pública e morre de vontade de fazer faculdade, sua cor não o favorece nisso?
É claro que é inegável que a maioria dos universitários hoje são brancos. Mas os negros estão fora das escolas não porque são negros, mas porque não tem poder aquisitivo, certo? Então o problema não é racial, e sim social.
E, se essas cotas existem, quem define quem é branco ou não é? Quem definiu isso na minha vida foi a “mocinha do RG”. Ela olhou pra minha cara e três segundos depois escreveu em meu formulário: BRANCA. Não me sinto branca. Sou descendente de italianos e índios. Tenho olhos verdes e pele morena. Então sou brasileira, e minha cor é MARROM CLARO, de um jeito mais estético, morena.
Um bom exemplo, são meus vizinhos. O homem é branco (quase alemão) e a mulher é negra. Os dois tiveram gêmeos e o resultado foi uma menina loira bem branquinha enquanto o menino, um negro do cabelo enrolado. E aí? A quem se aplica a regra? Separam as pessoas por aparência? Quem está sendo preconceituoso?
Então para que criar estereótipos que nos prendem à melanina? Vamos abandonar o estilo Hitler que segregava as raças. O que nos separa são as barreiras criadas por nós mesmos.
Dividir para conquistar...?
Não.
“Unir para evoluir”
